Material do Projeto: "Jovens. Conheça-nos" Tema I

Informações e atividades da mocidade

Moderadores: Cristiano, José Maria Souto Netto

Material do Projeto: "Jovens. Conheça-nos" Tema I

Mensagempor danilopinheiro » Dom Mar 23, 2008 10:27 pm

Segue abaixo todo o material teórico que a Mocidade Espírita João de Camargo organizou em seus estudos para o Tema "Relacionamento Pais e Filhos" no Projeto "Jovens. Conheça-nos".

TODOS estão livres para utilizar o material como desejar, reproduzir e divulgar este trabalho e que através da divulgação, seja possível expandir o conhecimento da doutrina espírita.

Qualquer dúvida, entrem em contato pelo fórum ou pelo e-mail particular.

Abraços,
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Mensagempor danilopinheiro » Dom Mar 23, 2008 10:29 pm

Projeto – Jovens. Conheça-nos

Objetivo
Fazer com que a Mocidade Espírita João de Camargo participe mais efetivamente dos trabalhos do movimento espírita e desenvolva o potencial de criação e apresentação de estudos sistemáticos com enfoque nas vivências individuais e alicerçados pelo espiritismo.

Motivo
A necessidade de desenvolver um trabalho concreto e prático para a mocidade, saindo da leitura isolada e das conversas sem objetivo específico, fez surgir a idéia de elaborar uma atividade que englobasse o estudo teórico do espiritismo e a interação entre os participantes. Surgiu então, a criação de projetos, que possibilita os diálogos sobre a vida e apresentação dos mesmos, que torna o conteúdo teórico em atividade prática, garantindo o repasse dos conhecimentos adquiridos em debate de uma forma artística
Editado pela última vez por danilopinheiro em Dom Mar 23, 2008 10:40 pm, em um total de 1 vez.
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Parte II

Mensagempor danilopinheiro » Dom Mar 23, 2008 10:30 pm

Primeiro Tema: “Relacionamento Pais e Filhos”

1 - A Imitação

Questionamentos sobre a imitação da criança perante seus pais e suas conseqüências na personalidade do jovem. Quando a imitação é detectada, causa a revolta e estimula a criação de novas características para não ser igual aos pais.

O ser humano é um mimetista. Na infância imita tudo e todos. Sejam fenômenos naturais, sejam animais ou o próprio homem. Essas imitações possuem diversas finalidades: ritualísticas, de sobrevivência, de aprendizado, de defesa, de simples brincadeira, entre outras.
Entretanto aqui abordaremos a imitação com o intuito de aprendizagem. A imitação é citada neste projeto, pois através dela é possível identificarmos nossas próprias características e darmos um novo direcionamento naquilo que não achamos o ideal para nos tornamos cada dia melhores e assim, oferecer para nossos filhos sentimentos melhores.
Segundo André Luiz no livro Sinal Verde psicografado por Francisco Candido Xavier “toda criança é um mundo espiritual em construção e reconstrução, solicitando material digno a fim de consolidar-se”. Esse trecho deixa claro o papel dos pais na formação do caráter do indivíduo adulto, mostrando a responsabilidade deles como educadores tanto intelectuais quanto espirituais.
Uma forma de ensinar é por meio dos exemplos. Estes imitados pelos filhos. A criança possui uma capacidade extraordinária de imitação, visto que não apresenta conceitos formados nessa vida, portanto crê que aquilo que seus educadores/responsáveis/pais fazem é o correto. Assim agem de forma semelhante. No livro Fundamentos da Reforma Intima de Abel Glaser e Caibar Schutel dá-se o seguinte exemplo: “Pais que dão mal exemplo aos filhos, mostrando-se altivos e individualista, estarão geralmente criando seres de igual porte e conduta. No futuro , de regra, queixar-se-ão de que sofrem de males da ingratidão e do abandono”.
Todavia há crianças que manifestam justamente o oposto. Elas vêem os pais fazendo algo e repudiam de imediato. Francisco Xavier no mesmo livro anteriormente citado afirma: “Cada pequenino, conquanto seja, via de regra um espírito adulto, traz o cérebro extremamente sensível pelo fato de estar reiniciando o trabalho de reencarnação, tornando-se, por isso mesmo, um observador rigorista de tudo o que você fala ou faz.” Esse rigor aliado às experiências passadas faz com que a criança mesmo envolta de exemplos maus os contradiga, lute contra eles, ou seja, se revolte afim de não fazer o que os pais fazem.
Assim, apesar do grande poder de influência que os pais têm sobre os filhos, existe a possibilidade, mesmo que difícil, da criança superar esses desafios morais e espirituais. Certamente ela se encontra nessa família para esse fim: superar e ajudar os pais a superarem essas más tendências. O primeiro passo para essa meta ser atingida, é não colocar a culpa em seus educadores, pois, apesar de muitas vezes não conseguirem exercer seu papel de maneira satisfatória, essa foi a ferramenta que ele dispôs no momento para lhe oferecer, e em um futuro próximo, eles aprenderão e poderão dar um novo direcionamento às antigas formas de se educar. Comece por você, se esforce em aceitar as dificuldades e lute por você e por todos, modifique aquilo que você não acha correto e se torne um novo homem. O que você vai ser quando for Pai?
Rones Muzamba


Citações
“Cada pequenino, conquanto seja, via de regra, um espírito adulto, traz o cérebro extremamente sensível pelo fato de estar reiniciando o trabalho de reencarnação, tornando-se, por isso mesmo, um observador rigorista de tudo o que você fala ou faz.” Sinal Verde, Chico Xavier, Por André Luiz, Cap.14, pg 46.
“Toda criança é um mundo espiritual em construção ou reconstrução, solicitando material digno a fim de consolidar-se.” Sinal Verde, Chico Xavier, Por André Luiz, Cap.14, pg 45-46.
“Pais que dão mal exemplo aos seus filhos, mostrando-se altivos e invidualistas, estarão geralmente criando seres de igual porte e conduta. No futuro, de regra, queixar-se-ão de que sofrem os males da ingratidão e do abondono.” Fundamentos da Reforma Íntima, Abel Glaser, Caibar Schutel, “A Educação da Criança e do Adolescente”, pg 154
Filme: Tempo para Reconstruir. (assistir)
{Mostrar Vídeo da Imitação}
Características do Vídeo:
- Preocupação, Ansiedade, Nervosismo, Vícios, Egoísmo, Indiferença, Desrespeito, Insensibilidade, Agressividade.
- Partes Removidas
O pai da psicanálise Sigmund Freud descreve a imitação, entre os seres humanos, como característica de defesa e ataque. Ele afirma que o filho imita o pai, pois deseja a mãe (inconscientemente), e a filha imita a mãe para roubar o pai. São o Complexo de Édipo e o Complexo de Electra, respectivamente. Removida pois não temos estudo suficiente para explicar o entendimento de Freud e por ser um assunto muito complicado de ser abordado.
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Parte III

Mensagempor danilopinheiro » Dom Mar 23, 2008 10:33 pm

2 - Mútua Aceitação

Desobediência, indiferença, comparação,desrespeito. Necessidade de aceitar os pais e os filhos como eles são. Questionamentos sobre a necessidade da aceitação entre pais e filhos. Aspectos principais que dificultam a interação.

Discorrendo sobre os problemas relacionados aos pais e filhos, num processo de socialização, temos que os componentes da família trocam experiências, dividindo suas dúvidas, multiplicando sua capacidade para bem conviver. Portanto a mútua aceitação entre pais e filhos é necessária e de suma importância. Deve haver a aceitação, respeitando a maturidade dentro de cada fase em que se encontram, entendendo-se como tal não a compactuação com o erro, mas a compreensão de cada espírito em evolução, com potencialidades a desenvolver e defeitos a superar.
A doutrina Espírita oferece argumentos convincentes para tal necessidade, analisando problemas numa relação de causa e efeito, à luz da reencarnação:
1. Os pais conscientes, seguros, transmitirão aos filhos uma herança benigna, mais humana e mais consciente; onde a palavra convence e o exemplo arrasta;
2. Toda aprendizagem social tem início na família, que é o primeiro grupo a se fazer parte. Trata-se de um grupo organizado hierarquicamente, com direitos e deveres que respeitados fazem com que os indivíduos assimilem comportamentos que levarão por toda a vida. Lares construídos com amor e respeito preparam os filhos para crescer no sentido da independência para viver no mundo exterior.

Desobediência

Portanto, aceitar os filhos participando em suas atividades escolares, sociais, esportistas, religiosas, etc., com o fim de conhecer-lhes, é o único meio seguro de também conhecer suas influências, boas e más, presentes nesses ambientes. Sempre que possível os pais devem trazer para perto de si o desenvolvimento dessas atividades, inclusive oferecendo o próprio lar. O principal modo de conhecimento e aceitação das necessidades dos filhos são o interesse e o diálogo constante, mostrando amor e vontade de ouvi-los, e principalmente, compreendê-los.
Por outro lado, os filhos devem aceitar obedientemente seus pais, tornando-os como exemplos vivos rumo à evolução, e mais adiante superá-los. Com isso os filhos aprenderão a respeitar as autoridades – os pais; a trabalhar em regime de cooperação; a dividir o que é seu e de seus irmãos. Aprenderá a desfrutar de seus direitos. Assim estará se preparando para sua integração na sociedade em que vive, tornando-se capaz para respeitar os direitos de seus semelhantes.

Indiferença

Existem famílias que não conseguem chegar a relação compensatória acima citada. Isto se dá entre Espíritos adversos entre si que se unem na finalidade de acertarem perante a Lei do Amor, velhas contas de passadas existências. Porém, às vezes, acabam antepondo obstáculos emotivos entre si. Um desses obstáculos é a indiferença, que torna a convivência familiar difícil ou desinteressante, quando poderiam, se quisessem, obter uniões razoavelmente gratificantes.
A indiferença também se torna comum quando há uma permeabilidade total de demais sistemas ou famílias da sociedade nas fronteiras de determinada família, pois esta se descaracteriza, abrindo espaços para comodismos, insensatez, e subordinação a paixões.
O ideal é que famílias permitam-se a troca de informações com o meio ambiente, mas essa interação deve ser equilibrada, ao mesmo passo que haja uma mútua aceitação e respeito entre pais e filhos, conhecendo uns aos outros e trocando experiências, para que evoluam de uma relação sem afetividade e tediosa para uma relação com afetividade e produtiva.

Comparação

Com a negação da mútua aceitação acaba por surgir reclamações de ambas as partes. Pais comparam seus filhos com crianças de famílias distintas, e reciprocamente, filhos comparam seus pais com os de seus amigos e colegas.
Estão se equivocando ao estabelecer determinadas comparações.
Chico Xavier, em sua obra “Calma”, por Emmanuel, veio nos alertar: “Parentes difíceis? Queixas e reproches não tomarão o lugar da bondade e da aceitação com que se te fará possível auxiliá-los e melhorar-lhes a vida.“
Importante é cada um ter noção de que nada acontece por mero acaso, e para tudo há uma explicação e uma razão de ser.
“...Ninguém se livra do laço de sangue ou de algum outro liame especialmente colocado em seu caminho para toda uma vida.”(Abel Glaser por Cairbar Schutel, Fundamentos da Reforma Íntima). Portanto a aceitação do destino é o primeiro passo para superar as divergências existentes.

Desrespeito

Finalizando, temos que tudo o que somos nos foi um dia emprestado pelo nosso Criador, para que possamos dividir com aqueles que entram em nossa vida. Ninguém cruza nosso caminho por acaso e nós não entramos na vida de alguém sem nenhuma razão. Há muito o que dar e o que receber.
Assim como os pais devem ser respeitados como tal pelos seus próprios filhos, os filhos também devem ser respeitados por seus pais, e ambos, por serem filhos de Deus.
E é isso. Tentemos ver as coisas negativas que acontecem conosco como algo que acontece por uma razão precisa. E não nos lamentemos pelo ocorrido; além de não servir de nada reclamar, isso nos venda os olhos para continuar nosso caminho. Quando não conseguimos tirar da cabeça que alguém nos feriu, estamos somente reavivando a ferida, tornando-a muitas vezes bem maior do que era no início.
Portanto respeitemos cada ser em sua fase evolutiva!!
Aline Quiquinato

Simples Poesia
Pais e filhos
Eles já com seus pilares erguidos, mas nem sempre retos e firmes
E ele, esperando que as obras sejam iniciadas
Ambos tendo em si milhares de vivências
Onde muitos reencontros ocorreram, e compromissos assumiram
Não lembram dos compromissos, mas sentem todas as energias, boas e ruins que as outras existências geraram
Podem ter sido amigos ou inimigos.
Que a aceitação parta de mim para o outro
E que respeitemos cada ser em sua fase evolutiva!!

{Contar história da sogra e o curandeiro}
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Parte IV

Mensagempor danilopinheiro » Dom Mar 23, 2008 10:35 pm

3 - Até onde o pai pode/deve interferir?

Pais muito liberais e muito repressores. Querem evitar as próprias frustrações. Conceitos de felicidades (o que é bom pra mim pode não ser para o outro).Questionamentos sobre até onde deve ir a interferência dos pais, respeitando os limites do jovem e os deveres de um educador, permitindo um crescimento ao invés de aprisionamento.

Questão 208 – Livro dos Espíritos.
Os Espíritos dos pais não exercem influencia sobre o do filho do nascimento?
- Uma influência muito grande; como dissemos, os Espíritos devem concorrer para o progresso uns dos outros. Muito bem! Os Espíritos dos pais têm por missão desenvolver os dos seus filhos pela educação, é para eles uma tarefa e se falharem, serão culpados.
Bem sabemos que toda educação começa antes do nascimento da criança e percorre até idade da adolescência. A criança precisa de atenção, educação e mais do que nunca do afeto, para que suas necessidades e sentimentos sejam alicerçados e posteriormente terem condições de conjugar o novo com o velho, favorecendo assim, seu crescimento espiritual.


No decorrer dos anos víamos nas famílias uma característica para a educação. Anteriormente tínhamos a rigidez na educação. Sem poderem contestar os filhos, seguiam aquilo que os pais mandavam e achavam que seria benéfico. Hoje em dia já nos deparamos com uma educação mais aberta, com a famosa “liberdade”, na qual os pais tentam serem mais amigos. Deparamo-nos também com a liberdade sem opção, onde os pais não conseguem dar atenção, gerando a indiferença afetiva, que tem como principal motivo na atualidade o excesso de trabalho fora do lar.
Temos também pais, que colocam para os filhos o que devem fazer, castrando o ser de suas vontades e sentimentos, na tentativa de que o filho viva o melhor. Neste tipo de educação vemos a interferência dos conceitos que o educador tem como “O Melhor”, não oferecendo a liberdade de pensamento necessária para seu filho agir. Educar é tratar o filho como um amigo, onde haja troca de informações, não imposição. Aquilo que o educador já experimentou, deve ser passado para o educando de maneira que ele compreenda de onde surgiram os conceitos de certo ou errado, podendo escolher entre experimentar também ou dar um novo direcionamento. Contra esses conceitos formulados, seguiremos a seguinte frase:
“... (A Verdade) é a correspondência do nosso juízo com o objeto, ou seja, com a coisa representada”
Cristiano Wolff,1679-1754, filósofo prusiano
Deixar o filho buscar em si aquilo que deseja seguir, liberta o ser do medo de errar e estimula a necessidade de investigar suas decisões, estimulando-o a se tornar um livre pensador, que não segue conceitos pré-formulados, mas cria os próprios.
Fabiana Pereira

Citações
“As más tendências dos filhos devem ser combatidas. Não é admissível haver a desculpa de que cada um ‘’nasce de um jeito, de forma que devem ser respeitadas as suas tendências naturais. Heranças negativas do passado merecem ser coibidas, afinal, é para isso que serve a reencarnação. Devessem ser perpétuas, e não haveria necessidade de idas e vindas entre os dois planos da vida.” Fundamentos da Reforma Íntima, Abel Glaser, Caibar Schutel, “A Educação da Criança de do Adolescente”, pg 154
“Castigos ou punições, no contexto educacional, fazem parte da formação, pois os limites precisam existir. Não é demais relembrar que tudo deve ser feito na exata medida e proporção necessárias, sem excessos e sem exageros.” Fundamentos da Reforma Íntima, Abel Glasse, Caibar Schutel, “A Educacao da Crianca de do Adolescente”, pg 157
Saber o limite, saber dar liberdade para não entrar na indiferença e saber reprimir para não bloquear as decisões do jovem.

O pai do filho pródigo - Padre Adilson Schultz

“Um homem tinha dois filhos. O mais jovem disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe.’ E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, ajuntando todos os seus haveres, o filho mais jovem partiu para uma região longínqua a ali dissipou sua herança numa vida devassa. E gastou tudo. Sobreveio àquela região uma grande fome, e ele começou a passar privações. Foi, então, empregar-se com um dos homens daquela região, que o mandou para seus campos cuidar dos porcos. Ele queria matar a fome com as bolotas (cascas) que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. E caindo em si, disse: ‘Quantos servos de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome! Vou-me embora, procurar o meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou mais digno de ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teus empregados.’ Partiu, então, e foi ao encontro de seu pai. Ele estava ainda longe, quando o seu pai o viu, encheu-se de compaixão, correu e lançou-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. O filho, então. Disse-lhe: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.’ Mas o pai disse aos seus servos; ‘Ide depressa, trazei a melhor túnica e revesti-o com ela, pode-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o novilho cevado e matai-o; comamos e festejamos, pois este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi reencontrado!’ E começaram a festa. Seu filho mais velho estava no campo. Quando voltava, já perto da casa ouviu músicas e danças. Chamando um servo, perguntou-lhe o que estava acontecendo. Este lhe disse: ‘É teu irmão que voltou e teu pai matou o novilho cevado, porque o recuperou com saúde.’ Então ele ficou com muita raiva e não queria entrar. Seu pai saiu para suplicar-lhe. Ele porém, respondeu a seu pai: ‘Há tantos anos eu te sirvo, e jamais transgredi um só dos teus mandamentos, e nunca me deste um cabrito para festejar com meus amigos. Contudo, veio esse teu filho, que devorou teus bens com prostitutas, e para ele matas o novilho cevado!’ Mas o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso que festejássemos e nos alegrássemos, pois este teu irmão estava morto e tornou a viver, ele estava perdido e foi reencontrado.” JESUS, em Lucas, 15:11 a 32.
A parábola do filho pródigo (Lc 15) é um dos textos mais comoventes e edificantes da bíblia. No conflito do filho pródigo com seu irmão temos o retrato do nosso dilema entre a aventura e a fidelidade a Deus. Na cena do filho pródigo que passa fome, temos o retrato da nossa miséria quando afastados de Deus. E no abraço acolhedor que o pai dá, no filho que volta pra casa, temos a mensagem do amor incondicional de Deus.
É curioso que Jesus associe o amor incondicional de Deus à figura do pai. Não seria melhor uma mãe? Não é ela que geralmente está associada à saudade, a braços abertos e ao perdão? Jesus provoca e quer desinstalar as idéias que se têm de paternidade e de Deus.
A parábola ensina uma nova imagem de Deus. A experiência de fé de Jesus permitiu que Ele chamasse Deus de Pai, tirando de Deus aquele ar austero e distante. Pode-se até dizer que o cristianismo nasce dessa experiência de poder chamar Deus de Pai. O Deus de Jesus e dos cristãos é um pai amoroso; que disciplina, mas ama o perdão.
A parábola também ensina e provoca uma nova imagem de pai, alicerçada no perdão, no amor incondicional e no abraço. Esse pai zela pela disciplina na educação dos filhos, mas não a confunde com agressividade ou violência. Coloca limites necessários, mas não os confunde com restrição da liberdade. É um pai que às vezes se fecha e diz não, mas que também arrisca, confia, abre os braços e solta o filho.
É grande e bela a tarefa da paternidade, pois está associada à imagem de Deus. Ter boa imagem do pai colabora para que se tenha uma bela imagem de Deus. Se o filho pródigo tivesse medo do pai, como poderia voltar para casa e pedir perdão? Se o fiel tem medo de Deus, como terá coragem de pedir perdão?
Então, que tal um abraço? Quando o seu filho ou sua filha chegar em casa, tenha ele cinco ou 50 anos, abra os braços, coloque as mãos na sua cabeça e diga: Deus te abençoe, meu filho! A bíblia diz que esse gesto produz festa no céu! É isso que ensina essa parábola do filho pródigo e do pai amoroso.
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Mensagempor danilopinheiro » Dom Mar 23, 2008 10:37 pm

4 - Até onde devo obedecer?
Questionamentos sobre até onde o jovem deve respeitar a opinião ou decisão dos pais. Permitir que o jovem aprenda a tomar decisões e aceitar as conseqüências e crescer. Sinto-me independente. Mas ate onde estou certo? Para isso a necessidade de diálogo sobre conseqüências. Vai me fazer bem? Vai fazer mal a alguém? Quais são os lados bons? Quais são os lados Ruins? Vou aceitar as conseqüências? Vai me fazer feliz? É preciso aprender a ouvir e a refletir.

Através de relatos, concluímos que o jovem se sente independente, pois durante um bom tempo de sua vida, da infância até a adolescência, teve uma vida sobre “controle”, com uma rotina fechada e organizada gerando a sensação de saber tudo. Para quebrar esse pensamento, é preciso abrir seus horizontes, mostrando que ele ainda precisa de orientação. Mas essa transição normalmente não é bem conduzida pelos pais. Uma hora os filhos são considerados como novos de mais para uma certa situação e velhos de mais para outra. Por ex., para viajar sozinho ainda é novo e para controlar sua agenda e seus compromissos já é velho. Gerando confusão. O que realmente sou? Posso me guiar? Gerando a vontade de ser responsável, mas ao mesmo tempo insegurança de assumir responsabilidades.
“Tanto medo e dúvida, que ficaria obscuro tratar de tal assunto sem gerar tanta discussão, porém, queremos que tudo fique o mais claro possível. Talvez estamos assim por que não sabíamos qual caminho tomar. Se me revolto é por que inconscientemente eu necessito da sua atenção, estou tentando lhes mostrar que vocês não estão seguindo o plano. Se estou saindo de casa é por que sua atenção não me satisfaz. Mas eu quero tentar de novo, quero saber como podemos conversar. Quero saber qual caminho escolher. Quero ouvir vocês, e refletir nas palavras e exposições que vocês podem me oferecer, pois se estamos juntos, essa é a medida correta para o aprendizado que eu necessito. Eu sei que vocês também necessitam da minha presença, pois segundo a Lei de atração você pede por aquilo que inconscientemente necessita e os seus méritos ou débitos me atraíram e graças aos amigos espirituais estamos aqui. Como família aprenderemos, ou cairemos como muitas outras vezes. Cabe a nós mesmos parar agora antes que seja tarde. Parar e pensar no que podemos fazer, tentar abrir mão do nosso orgulho, dos nossos medos e dificuldades. Mas o quanto estamos comprometidos com essa idéia? Não sei. Vamos nos mexer agora, ou nos revirar no charco da dor inconcebível pela consciência estagnada que alimentamos? São perguntas das quais já carregamos a resposta. Se estamos cansados, vamos nos mexer. Pular, correr, vigiar mais, orar com mais energia, pedir com consciência. Se mesmo assim está difícil, é, pois, assim que nossas almas sedentas de se curar devem trilhar o caminho da dor e do medo, que nós mesmos viemos alimentando em todos esses milênios.
Sinto-me independente. Mas ate onde estou certo? Necessito de diálogo sobre conseqüências dos meus atos. Vai me fazer bem? Vai fazer mal a alguém? Quais são os lados bons? Quais são os lados Ruins? Vou aceitar as conseqüências? Vai me fazer feliz? Preciso aprender a ouvir e a refletir, me ensine isso.
A conversa, o diálogo, quando conduzidos pelo sentimento de melhoria, promove deliberação de metas, objetivos e sempre atende as necessidades mais intimas.
Quando falamos na família devemos manter em mente que existe uma hierarquia e que os filhos naturalmente, nesta reencarnação, são menos experientes que os pais, devendo assim respeito e obediência a eles.
Nós jovens, lhes convidamos a nos ouvir, a participar mais de nosso mundo para que possamos ir além da obediência. Vamos conviver e trocar as experiências de cada um e tentar encontrar o que necessitamos curar em nós mesmos. Como família, teremos mais chances. Vamos nos unir, pois Jovens dinâmicos e Pais experientes pode ser uma combinação muito e inteligente e produtiva.”
André Luiz Bravos
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Parte V

Mensagempor danilopinheiro » Dom Mar 23, 2008 10:38 pm

5 - Conclusão

Será só imaginação? Será que nada vai acontecer? Será que é tudo isso em vão? Será que vamos conseguir vencer? Já se questionou o grande poeta Renato Russo em sua música “Será”. Essas respostas cada um traz em si. Mas, através desse projeto, fica a certeza de que não podemos desistir de tentar. Somos um mundo de informações e sentimentos, que a cada segundo se transforma independente de querermos ou não. Somos espíritos milenares, cheios de dores e conceitos criados por nós mesmos durante a jornada Humana. Mas agora já temos condições de alcançar uma nova etapa, a do Ser Espiritual. Que luta para se libertar de tudo que aprisiona o Espírito à Terra, impedindo-o de ser feliz. Mas para isso é necessário disposição para enfrentar os “monstros” internos. É preciso conjugar o conhecimento que já adquirimos com os sentimentos que habitam nossa intimidade. E isso não é fácil. Mas se quisermos, conseguiremos. E estamos dispostos a começar essa jornada iniciando por aqueles que Deus mais nos aproximou: Nossos familiares.
Concluímos que a todo instante adquirimos informações, mesmo não tendo ciência delas, e as reproduzimos, que ocorre em maior escala na infância, onde necessitamos de referências para viver e sobreviver. Tiramos essas referências daqueles que um dia se comprometeram a nos receber, e principalmente a se melhorar moralmente, para nos fornecer bagagem digna e sólida. E nós confiamos, e embarcamos na viagem transitória da vida humana. Mas, percalços da vida, nem sempre são superados. E as referências muitas vezes conflitam com aquilo que esperávamos. E vivemos às vezes amargurados, rebeldes, melindrados. Oscilando diariamente entre a felicidade e a tristeza e perdidos com os próprios sentimentos íntimos, que não sabemos lidar. Mas a disposição é maior, e lutamos para correr atrás daquilo que achamos ideal para nosso ser.
Analisamos também o fato de não aceitarmos e não sermos aceitos em nosso próprio lar e concluímos que também podemos tropeçar nos percalços da vida e que exigimos dos outros, aquilo que deveríamos fazer por nós mesmos. Percebemos sentimentos da indiferença que nos impede de conversar e de sermos amigos ao invés de fardos, que acarreta nos desrespeito, desobediência e nos torna intolerantes.
Verificamos que necessitamos de equilíbrio entre a liberdade e repressão. Quando necessito aprender pelas minhas próprias experiências quero liberdade e quando já posso aprender por esclarecimentos quero repressão. Mas percebemos o quanto é difícil descobrir a dose certa e que no fim, a maneira mais fácil de se saber o que preciso fazer, é apenas conversando e dialogando sobre aquilo que tenho vontade para juntos, pais e filhos, descobrir qual caminho tomar. Mas para quebrar as paredes que impede dialogar como amigo é preciso que alguém dê o primeiro passo. E é isso que tentaremos fazer, aos poucos, mas conseguiremos nos abrir para vencer e assim, melhorar nossa bagagem, tornando-a mais digna e sólida, para receber aqueles que um dia, nos comprometemos.
Obrigado a todos, que convive ou conviveu conosco. Estamos caminhando.
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Mensagempor danilopinheiro » Dom Mar 23, 2008 10:39 pm

Bibliografia

Fundamentos da Reforma Íntima de Abel Glaser, pelo espírito Caibar Schutel.
Sinal Verde de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito André Luiz.
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